Domingo, Setembro 09, 2007

O sexo

Os olhos não são seus, o rosto não é meu, a boca sufoca e os braços despencam. Me fogem as pernas, me perde pelo ouvido. Caminha pela língua e repouso em seio pálido. Escorro pelos dedos, pelos pêlos por tantos outros meios. Um momento onde não se odeiam as reticências.

Uma quietude, um momento tácito, não se conta no relógio os intervalos entre o arfar e o contentamento, onde os olhos se tocam e as mãos repousam sobre corpos esgotados. Já se sabe quem é quem. E é bom saber que se perder é fácil.