Domingo, Maio 24, 2009

blog!!

melhor coisa que apareceu nos últimos tempos!!

http://opapelroxo.blogspot.com/

Não sintam a minha falta, ou melhor, não sinta a minha falta Janine!

substituto à altura!

:)

Domingo, Novembro 30, 2008

então...

Os próximos 6 posts são textos que não gostei(acho que todos), não consegui fazer (Janine), ou sei lá(...). Estavam guardados e como estou limpando minhas gavetas resolvi desovar para quem se interessar.



obs.: catucão num fica bravo comigo não! Janine.. desculpa.

obs2.: hoje bebi menos do que gostaria!

obs3.: RADIOHEAD!!!!!!!!!!

Janine

Janine. Janine é linda. Tem um abraço quebra costelas e o sorriso do Sol.

Janine é a minha Suzanne. Quisera eu ser Leonard para cantar Janine como ela merece.

a menina

A menina olhava para seu pai, o irmão segurava sua mão e dizia que eles iriam ficar bem. A menina olhava para o céu um tanto colorido naquele dia incomum, ela sentia aquela dor horrível de perder o homem que tanto ama. A menina olhava para tantas pessoas em volta, a menina sabia que seu pai era um bom homem. A menina olhava para o amanhã com um medo novo, um medo de dia seguinte, de mesa do café incompleta, de responsabilidade livre, de saudade eterna e gosto dos dias, um medo novo. A menina tinha agora a sabedoria que as pessoas têm quando se sentem realmente sós.

A menina hoje caminha procurando os sonhos e passos do pai que foi embora, procurando as lembranças dos sonhos infantis em terras distantes, construindo um lugar novo para acomodar esse amor e essa saudade.

busca

Busco uma palavra, um momento de simples eternidade e alegria. Sem o vento que canta e leva tudo embora, sem o tédio do cotidiano.

Busco um momento de criança, dessas não compreendidas, com sorriso pintado na face e um sussurro de estarei sempre aqui.

Busco uma poesia, uma que me acorde quando o mundo for dormir, que me diga no silêncio mais terno e com as palavras mais mudas de que na verdade ela sempre esteve aqui.

maria

Maria não estava mais confusa, tinha esquecido as equações complicadas que tinham lhe proposto. Achou suas respostas em outro lugar. Maria agora tinha aquele sorriso de quem ganha um presente novo, satisfação pelos caramelos pequeninos no bolso do vestido rodado. Maria tinha as mãos dadas com o domingo de Sol. Pequena Maria, pequena Maria, que belo vestido, que doces saborosos, que linda manhã.

Maria queria encontrar a todos, festejar como se fosse seu aniversário e mostrar a todos que estava feliz. Maria bateu nas portas, enfeitou as caixas de correio com flores e um convite rosa: Venham me encontrar, venha ver como estou feliz. Maria com seu vestido, Maria com seus caramelos, Maria e seu sorriso de domingo. Quem resiste a Maria? Quem diz não a pequena Maria?

Ao meio dia todos vieram. Vinham vestindo roupas bonitas, com cestas fartas e fitas nas mãos. Maria na colina acenava, Maria pequenina ajeitava seu vestido e punha um caramelo na boca. Pequena Maria, pequena Maria. Por que lembrar do antes? Maria tinha esquecido e queria que todos esquecessem. Maria pensou que todos tinham esquecido. Mas quem resiste à pequena Maria?

Maria, pequena, Maria. Partilhe suas respostas, mostre o seu lugar e nos leve para lá! Para termos um domingo como o seu. Para que o amanhã seja sempre amanhã.

salas

Incomodava o menino as salas abarrotadas de tantos seres castos. Falando pelos cotovelos e contando suas vantagens e dinheiros nos bolsos furados da moral duvidosa de cada um. Ficava escondido no canto, na quina mais afastada do falso quadrado que era seu lugar. Fingindo ser um deles ou ele mesmo. Um fingimento. Uma doença confessa. Um encosto que o amava e o partia.

Tinha receio pelo rumo das conversas alheias, da sujeira nas paredes e olhares esguios sobre os ombros. Pesava-lhe os egos mais do que o seu próprio. Congeladas as pernas, sonhava em afundar no chão ou voar pela janela. Odiava então sua educação cristã. Distraía-se com pastilhas de hortelã, brancas como dentes, as mastigava, imaginando que os pedaços partidos eram os seus próprios. Uma infantilidade mórbida, mas ainda sim muito divertida para o menino.

Adaptava-se do modo que podia, negava impulsos, engolia alguns sentimentos, rangia os dentes quando sozinho. Adaptava-se. Ou melhor. Comportava-se como esperavam. Para que chamar atenção? Seus pais estavam ocupados, os professores o aborreciam, não tinha amigos naquele reino de castas. Incógnito era melhor.

sonho

Eu sonho com uma raiva e uma ira que não sinto, eu sonho com um furor tão intenso que me arranque os pulmões com um grito, que me estoure as veias e me mate como mata uma morte de cinema. Eu sempre erro o troco.

Eu sonho com um desejo que não sinto, com uma pedra pesada e pesada, mas que não afunda. Eu quero a lança e o estigma. Eu quero que a sala exploda.

Eu sonho os sonhos tortos, com a morte da geometria e do 2+2, eu quero as hachuras do esboço e o sonho. Eu quero dormir.

Quarta-feira, Novembro 19, 2008

Infância

Sinto falta dos cheiros do pomar na fazenda dos meus avós, lá naquela infância distante, o cheiro do queijo sendo feito em uma tábua muito tosca onde minha avó sentada com outras mulheres, dava forma àquela massa branca, a dor do formigueiro que chutei por achar que era apenas um monte de areia e o ardor do álcool que minha mãe jogava no meu pé para aplacar a dor bizarra de ser uma criança tola ou de ser apenas uma criança.

Sinto falta do cheiro do curral e dos homens que marcavam o gado com ferro incandescente e da casa velha que ficava a frente, tendo sido ela a casa onde meu avô, a quem tão pouco conheci, cuidara dos 11 filhos que tivera com minha avó. Lembro ainda do pequeno açude onde um dia meu pai mergulhou perseguindo o único peixe que pescou em um dia inteiro e tinha lhe escapado das mãos. Era um tempo diferente tanto para ele quanto para ela.

Sinto falta do cavalo que não largava e mal devia sentir o meu peso em suas costas. Sinto falta daquele sossego e daquela paz que ninava a inocência infantil, minha e de minha irmã.

Quinta-feira, Setembro 11, 2008

Perder a fé não acontece em um estalar de dedos. Sim isso é clichê. Sim isso é redundante mas é verdade. Perder a fé demora muito tempo, demora a eternidade do amor que foi depositado ali. Demora o tempo de todo um silêncio. Perder a fé acontece com o abrir das janelas e o fechar de certas portas. Acontece.
Demora todo o tempo que desejar demorar, não o tempo, mas quem está perdendo a fé. Ficam aqueles rastros de migalhas a la joão e maria e a fome por todo aquele bendito pão jogado no chão.

Perder a fé acontece nas horas que não se dorme, acontece nas entrelinhas e nos olhares que se dá de lado quando se deixa a sala. Acontece com as linhas que se joga fora e com as palavras que já não saem como gostariam de sair. Pequenas notas soltas nas cordas desafinadas do violão empoeirado. Perder a fé é doloroso, é demorado, é um divórcio de pais quando se tem 12 anos e eles te mandam visitar parentes distantes mesmo quando você ficou de recuperação.

Perder a fé é quando se troca todo o amor do peito pelo sentido prático da vida e toda aquela falsa bonança. Perder a fé acontece nas eternas e infindas dúvidas da criança que não cresce esse maldito peter pan de cabelos sujos. Perder a fé não acontece em um estalar de dedos, não acontece rápido e talvez demore menos tempo o que se acha para acontecer.

Perder a fé acontece com cada grito contido por respeito ao próxima na madrugada mais quente do mês mais quente que você se lembre até esquecer esse mês pelo seguinte. Perder a fé acontece com o desapontamento, com o já mencionado silêncio e a sensação de tempo perdido. E o que sobra são as palavras que não quer mostrar. Deve ser algo entre isso e o não isso num domingo qualquer. Nove longos meses de merda.

Quarta-feira, Agosto 13, 2008

Para o Luiz

Diante das impossibilidades e possibilidades, antes de transbordarem os copos e os desejos perdidos que não voltam e se perdem nas barras dos vestidos sujos de todas as nossas mães e ainda muito antes das espertezas brasileiras cantadas nos infames e repititivos versos da nova MPB e antes que eu me esqueça, fodam-se as vírgulas e as exclamações do novo português que escrevem essas crianças e apenas me fazem perceber que algum tempo já passou. Felizmente me sobra ainda alguma fumaça nos pulmões e o sonho de ser Saramago daqui a 40 ou 50 anos quem sabe. Não menos estranho e absurdo que as anotações feitas nas margens dos cadernos onde dormem os detalhes do jogo sujo de palavras que jogo a noitinha nos livros que parei de ler por sono ou desleixo.

Como me dóem essas artrites.

Luiz você é um puto.

Sábado, Novembro 17, 2007

blablablablabla

A grande e imensa verdade é que não tenho nada para escrever. Nada. Absolutamente nada! Nem a mínima linha ridícula de qualquer coisa que seja. Estou com uma enorme preguiça! Dessas que te pegam com um abraço dos infernos, te deitam no colo e dizem: Calma neném! Num tem nada aí pra você. Um monte de nada e que saco ficar escrevendo sobre coisas práticas ou ficar fazendo diário no blog: Querido blogário, hoje eu acordei na hora de sempre, fui pro trabalho e fiz a mesma coisa de sempre. Almocei a mesma gororoba no mesmo restaurante de merda e depois voltei pra casa e fiz um monte de cocô! Beijo.

Aliás, me parece uma ótima idéia, ficar 365 dias repetindo o mesmo post, sim porque todo mundo trabalha todo dia! Todo mundo come todo santo dia! Mas se você não caga todo dia, meu amigo procura um médico porque você pode estar com prisão de ventre ou eu sou um pusta cagão! Por falar em “pusta” eu aprendi essa palavra quando lia chiclete com banana, striptiras e geraldão! Mas eu acho que quem usava pusta era o só o Angeli mesmo! Que tem até hoje os personagens mais safados, sarcásticos e bizarros da história das tiras de jornal! Muito bom! Recomendo a todos.

Ok! Pra quem não tinha nada pra falar até que já falei um monte! Tudo bem que esse certamente é o post com mais palavrões por linha de todo blog sem nada do que vocês leitores estão acostumados a ler. Mas na real: eu ando com um mal humor dos infernos! Sendo assim muito papel higiênico e um beijo na bunda!

Quarta-feira, Outubro 17, 2007

Atualizações.

Olá para as pessoas que acompanham e comentam no blog. Esse post é só para dar uma satisfação para vocês que há muito não vêem nada novo aqui. Motivo: Tenho trabalhado muito! São 22:12 e ainda estou trabalhando. O que não é nada ruim, mas enfim...

Desculpe e até breve.

Leonardo Shibuya